Empreendedorismo - os limites da competência!

Empreendedores que conquistaram o sucesso através das suas empresas são merecedores de todas as honras e glórias, eles criaram e conduziram o negócio, superaram as dificuldades iniciais e venceram.

Estaria tudo perfeito se o declínio de um empreendimento não se iniciasse a partir do momento no qual os gestores estiverem convictos de que descobriram a fórmula mágica do sucesso naquele negócio.

Acreditar que um novo dia será uma repetição dos dias anteriores é oficializar a rotina e a percepção de que pouco precisará ser modificado, e que, mantidas as condições atuais o modelo de negócios vigente permanecerá rentável.

Uma constatação ao longo do tempo é de que uma trajetória de vitórias passadas não representa garantia de vitórias futuras.

O ambiente empresarial é dinâmico, para cada tipo e estágio do negócio as variáveis a serem consideradas podem se alterar.

Assim como o ambiente no qual a empresa está inserida é modificado em função do crescimento, as competências requeridas dos gestores também sofrem alterações.

Neste ponto está um dos principais limitadores do crescimento de negócios de médio porte que tem potencial para se tornarem grandes, mas ficam aprisionados pelas “verdades absolutas dos seus criadores”.

Costumo dizer aos empreendedores de sucesso que as competências que os trouxeram até aqui e lhes permitiram as vitórias já consolidadas podem não ser as mesmas que eles necessitarão para gerir os seus negócios daqui para frente.

O criador do negócio nem sempre aceita a constatação de que as suas competências também são colocadas a prova e que chegará um determinado momento da vida do empreendimento que ele terá que delegar parte das tarefas que antes executava para se concentrar em atividades mais nobres e exporar mais a sua visão empreendedora, que pode ser o seu grande trunfo.

Em minha opinião, não existe um meio termo neste caso, ou o criador do negócio permite o seu crescimento ou restringe, como forma de se sentir mais seguro centralizando as decisões e submetendo o negócio aos limites das suas competências.

Se afastar do operacional e concentrar na definição das macro estratégias, para alguns pode significar perda de poder, para outros sinônimos de sabedoria e uma crença na perpetuidade do negócio.

Autor: Sergio Oliveira

Fonte: Blog do Emprendedor (http://blog.blogdoempreendedor.com/)

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